Fim de um ciclo


Hoje, dia 29 de novembro de 2018, foi o meu último dia de trabalho no IMEA - Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, que teve um misto de sentimentos e emoções, mas mais do que isso, foi um dia de reflexão. Hoje tirei o dia para me despedir de grande parte das pessoas que ajudaram a trilhar meu caminho no Instituto, que acredito ter sido muito bom, e que sem elas nunca teria tido condições de chegar onde cheguei.


Me juntei ao Imea em um período bastante conturbado da minha vida pessoal e profissional, em outras palavras: estava mais perdido que cachorro em dia de mudança. Quando somos mais jovens nos questionamos muito sobre o que queremos ser, mas as vezes não paramos para pensar no que NÃO QUEREMOS SER, e esta foi a principal lição que tirei daquele ano de 2014. Ao saber o que eu não queria, ficou muito mais fácil de tomar decisões importantes.


No Imea, iniciei minha caminhada como analista da bovinocultura de corte em 15 de setembro de 2014 e um ano e 4 meses depois fui desafiado a assumir um dos cargos de gestão do Instituto, em janeiro de 2016. Foi nesse período que eu comecei a aprender uma das coisas mais difíceis quando se é gestor, que é: COMO INCENTIVAR AS PESSOAS PARA QUE ELAS FAÇAM O TRABALHO DA MANEIRA COMO EU GOSTARIA QUE FOSSE FEITO. Invariavelmente eu desci pro operacional e por várias vezes eu tive de ser orientado a sair de lá, seja por outras pessoas ou por mim mesmo. Tudo isso faz parte do aprendizado.


Aprendizado. Talvez esta seja a palavra que mais defina estes 4 anos, 2 meses e 15 dias que estive no Imea. Durante todo este tempo pude aprender coisas que, nem nos mais perfeitos sonhos, eu poderia imaginar. Além do mercado do boi gordo, pude entender mais sobre os mercados de grãos, fibras, florestas plantadas, piscicultura, leite, cana-de-açúcar, pulses e outros. Pude entender mais sobre macroeconomia, logística, agroindústria e geoprocessamento. Tive a oportunidade de conhecer muita gente e fazer um bom network, além de aprender um pouco sobre a área comercial e de projetos. Aqui eu pude acumular muito CONHECIMENTO. E quando eu precisar de ajuda, vou saber pra quem ligar.


Foi nesse período também que eu comecei a entender mais de PESSOAS, matéria que nenhuma escola te ensina realmente, e que faz toda diferença no dia a dia. E isso fica muito mais claro em equipes de alto rendimento, como é o caso da equipe do Imea, que consegue “tirar leite de pedra”. Sem essa equipe, o Imea nunca chegaria onde está, afinal, ele não existiria somente com computadores, cafezinho e cadeiras confortáveis. Se você almeja crescer profissionalmente, entenda de gente... E nessa matéria, eu digo sem vergonha de ser feliz: serei um eterno aprendiz.


Apesar de gostar muito de aprender outros idiomas, foi no Imea que eu percebi o quanto é importante falar outra língua, especialmente o inglês. Mesmo com meu “inglês macarrônico”, tive a oportunidade de, pela primeira vez, cruzar o oceano e visitar países como França e China e subir para a América do Norte, na terra do Tio Sam, além de poder visitar países da América do Sul, como Argentina e Uruguai. Fora isso, pude receber em Mato Grosso, pessoas de vários países, tais como: Bolívia, EUA, França, Alemanha, Irlanda, Holanda, Emirados Árabes, China, Japão, Índia, Austrália, Nova Zelândia, entre outros, com os quais eu pude aprender muito! Muito mesmo!! E se eu pudesse dar uma “quick tip” pra você, FALE INGLÊS.


E pra finalizar, talvez tão importante quanto conhecer outros lugares do mundo, eu tive o grande privilégio de conhecer o meu estado de Mato Grosso, onde eu nasci, aprendi a ser gente e que agora vai receber minha filha, que vai nascer em dezembro. Dos 141 municípios deste estado, eu pude ir, através do Imea, em 51 deles. Pude visitar sindicatos rurais, agroindústrias, fazendas e produtores rurais dos mais diferentes tipos e qualidades. Pude olhar nos olhos desses guerreiros e perceber o quanto o Imea, em conjunto com o Sistema FAMATO (Famato, Senar MT, Imea e Sindicatos Rurais) e as associações de produtores (AprosojaAcrimat Associação e AMPA Algodão de MT), fizeram para que Mato Grosso pudesse ser esta potência agrícola e pecuária, que tem seus defeitos, é claro, mas que sempre esteve na vanguarda do desenvolvimento. Hoje eu tenho a certeza de que, independentemente dos próximos desafios, meu querido estado estará preparado para o que der e vier.


E quanto a mim, continuarei por aqui! Vou voltar pra pecuária, a área em que comecei minha vida profissional e que, ao meu ver, terá pela frente os maiores desafios da produção agropecuária do mundo, especialmente aqui no Brasil.


Quero com este texto deixar o meu MUITO OBRIGADO, com a certeza de que fiz o melhor que pude, dia após dia, para que o Imea pudesse crescer e para que todas as pessoas pudessem ter as mesmas oportunidades que eu tive. Tenham a certeza de que, mesmo de longe, eu vibrarei com as vitórias de cada um de vocês, do fundo do meu coração!


Até logo! E se chover, não precisa “moiá” a horta...

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