O dia que eu achei que era foda...




Há duas semanas atrás eu participei do 9º simpósio organizado pela empresa onde trabalho, a Nutripura. Por estar nos bastidores, pude conhecer e acompanhar de perto o empreendedor Geraldo Rufino, que abriu o dia de trabalho com uma palestra fenomenal sobre a sua carreira, trazendo a positividade como tema central de sua fala.


Do meio pro fim da sua palestra, ele falou que uma das principais armadilhas do empreendedor é perder a humildade, ou seja, achar que não precisa mais evoluir depois que está no topo. Esta afirmação vinda de alguém que “quebrou” seis vezes, provavelmente tem bastante fundamento.


Refletindo sobre isso, lembrei do dia que eu achei que era foda...


O ano era 2005. Logo depois de terminar o ensino médio, passei 2004 fazendo cursinho pré-vestibular, o que me possibilitou passar em uma das principais universidades do Brasil, a USP. Eu lembro que na época, para alguém que era de Mato Grosso, estudar na USP era um feito e tanto, mas o que poucos sabem é que passei de segunda chamada, na 215ª posição, para o curso de Engenharia Agronômica, que possuía 200 vagas.


Não que isso tire os meus méritos, nada disso... Até porque, em geral, fui um bom aluno ao longo da minha vida escolar e estudei muito (nos últimos três meses) para o vestibular.


No entanto, a grande verdade é que o modelo educacional pelo qual passei (e a maioria das pessoas ainda passam) me fez ser bom em estudar para passar em alguma coisa, o que considero hoje um desperdício enorme de tempo. Por causa disso, criei um método baseado em ir pra aula, escutar o que o professor lecionava e estudar um dia antes da prova pra manter o conteúdo fresco na cabeça... Esta é a lei do mínimo esforço que deu certo a minha vida inteira, até o primeiro semestre de faculdade.


Ainda inebriado por ser o cuiabano “fodelão” que passou na USP e que todo mundo achava inteligente, passei a sair praticamente todas as noites e a faltar nas aulas (distrações não faltavam em Piracicaba), já que eu era “dono do meu próprio nariz”, afinal bastava estudar um dia antes que dava certo.


O que eu não percebi é que eu havia quebrado duas regras básicas do meu modelo do mínimo esforço: eu não ia às aulas e, por motivos óbvios, eu não escutava o que o professor passava. Então, ao fim do semestre, eu estudei de última hora, mas o resultado foi catastrófico: três reprovações que me fizeram atrasar um ano de formatura.


Ainda que eu concorde com Millôr Fernandes, que dizia “Errar é humano. Botar a culpa nos outros também.”, desta vez não vou colocar a culpa em ninguém, mas sim selecionar três aprendizados que tive com esta história:

- A lei do mínimo esforço funciona na maioria dos casos, mas o legal é fazer o máximo;
- Nunca se ache o “fodão” por mais que as pessoas digam que você é;
- Seja humilde para reconhecer um erro e crescer com ele.

E você? Vai continuar botando a culpa nos outros?

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