Você está indo em direção ao porto?

Nos últimos anos tenho tido a oportunidade de trabalhar na área de gestão do Imea, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. Apesar de ser uma empresa pequena, ela nos impõe uma série de desafios, uma vez que trabalhamos com levantamento de dados e pesquisa voltada para o agronegócio, que foi uma necessidade constatada há 20 anos atrás, devido, principalmente, ao atraso no fornecimento de dados pelas instituições oficiais.


Em várias conversas com amigos e conhecidos, todos em algum momento me perguntam como estão as coisas no trabalho. E eu sempre respondo que trabalhar em um instituto como o nosso é uma oportunidade muito grande, devido ao volume de informações que a gente recebe todos os dias, à quantidade de pessoas que batem à nossa porta procurando conhecimento e também pelo desenvolvimento pessoal de poder liderar gente jovem e cheia de energia. Quando digo “jovem” é no sentido literal, uma vez que são poucos aqueles que têm mais de 30 anos de idade.


Talvez por causa da necessidade de estar sempre buscando uma visão mais ampliada da situação, que é típica das pessoas que trabalham na área de gestão, eu consigo enxergar para essa turma uma oportunidade que eu nem sonharia em ter na idade deles, que é aprender a gerenciar pessoas, conhecer gente interessante e compartilhar conhecimento, situações que em outras empresas, principalmente as mais formais, as vezes é difícil fazer.


Analisando tudo isso, percebi que estava utilizando muito a palavra oportunidade nas minhas falas e, por curiosidade, fui procurar seu significado, que tem origem no latim. A palavra oportunidade em português vem de “opportunitas”, que é a união do prefixo ob-, que significa “em direção a” e da palavra portus, que se refere ao “porto de mar”. Ou seja, oportunidade nada mais é do que ir em direção ao porto que, na linguagem antiga da navegação, significava segurança.


Dessa forma, no meu modo de enxergar, qualquer atividade ou responsabilidade que nos é conferida ou que nos propomos a fazer, seja na parte pessoal ou profissional, se torna uma ferramenta de navegação na nossa vida. Através destas atividades e responsabilidades a gente tem a possibilidade de conhecer gente nova e de adquirir novos conhecimentos para nos ajudar a utilizar melhor os instrumentos náuticos disponíveis para guiar a nossa Nau.


Enquanto que na época das grandes navegações eram utilizados instrumentos como o astrolábio, o quadrante, a bússola e a balestilha, na era moderna utilizamos o GPS que usa os sinais dos satélites espalhados por toda órbita terrestre.


Sendo assim, antes que a nossa Nau tenha um porto para atracar, provavelmente enfrentaremos mares revoltos para nos ensinar a usar com maestria as ferramentas que, certamente, serão substituídas ao longo do caminho com o avanço da tecnologia... Mas é importante lembrar que o objetivo continua sendo chegar ao porto seguro, seja ele onde for.

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